Os últimos resultados das seleções nacionais, nomeadamente nas categorias séniores e nas vertentes XV e Seven's, deixam qualquer adepto de rugby apreensivo. Muito se tem falado ao longo dos últimos anos desta questão mas, o facto, é que não se chega a lado nenhum.
Passada a euforia do mundial, parece que tudo caiu num marasmo de incompetências e desmazelos que só visto.
Terá a ver com o facto de as participações nos programas de TV de algumas estrelas, o aparecimento periódico em certas revistas cor de rosa terem diminuido quase ao ponto zero e a ausência de spots publicitários terem deixado de render?
O que é certo é que muito vai mal pelos lados da FPR. Não é com o despedimento, duma forma insólita e desprestigiante do Treinador, que se resolvem as coisas. Embora haja que ter em atenção a equipa técnica.
Algo vai mal no reino das seleções... começo a entender a raiva e a falta de vontade de alguns (muitos) atletas de fora dos (sempre) selecionáveis, em relação a uma eventual presença na seleção. É que, afinal, só são convocados para encher o olho e fazer de conta. E, pior do que isso, sujeitos a um ambiente de cortar à faca, em que quem não faz parte do lobby da capital é votado ao ostracismo e relegado para plano inferior... assim não senhores da FPR.
Chega de mais do mesmo. O Rugby nacional é muito mais do que aquilo que nos apresentam. Chega de pseudo estrelas presas por cordeis que se arrastam pelos relvados, seguros apenas pelo seu ego e pela teimosia de certos senhores da FPR.
Há mais rugby alem do rugby da capital. E não venham com argumentos idiotas de que os atletas de fora de Lisboa teem dificuldades para estar nos treinos. A vida custa a todos. Divida-se o mal pelas aldeias.
Existe uma coisa que se chama planeamento e gestão. Que até agora só tem servido para servir os clubes da capital.