Numa tarde aprazível para a práctica desportiva, os Pretos presentearam o Benfica com 97 pontos contra 10.
Num jogo bastante agradável de seguir, os Pretos demonstraram superioridade durante todos os 80 minutos, mostrando uma coesão de jogo mais eficaz e consistente, apesar de algumas falhas de caráter defensivo, algumas das quais redundaram no ensaio e na penalidade que permitiu que o jogo acabasse com o Benfica a pontuar. Um Benfica que cada vez apresenta mais dificuldades em subsistir no rugby, apesar da vontade demonstrada por parte dos jogadores.
Nos Pretosvimos uma equipa motivada, mostrando já muita uniformização de movimentos entre novatos e mais veteranos, revelando alguns bons valores que a curto médio prazo irão sobressair no panorama do rugby nacional, isso tenho como certo.
De notar uma incontrolável dualidade de critérios por parte da arbitragem, nada a que já não estejamos habituados, que só demonstra a falta de qualidade ou de responsabilidade por parte de quem dirige estes jogos. Vimos, nomeadamente, um ensaio não validado à AAC por alegado fora de jogo que, a menos que alguem prove o contrário, não existiu.
Boa partida, bem no aspeto disciplinar, que permitiu à equipa técnica colocar em jogo e a rodar, todo o banco de suplentes. Algo a que já não estávamos habituados a ver.
Não querendo personalizar ninguem em particular, de salientar a prestação de alguns jogadores dos Pretos que, face à qualidade de jogo demonstrada, à capacidade de entrega e partilha pelo resultado do coletivo, nos remetem para uma questão que se torna pertinente: onde estavam esses jogadores na época passada?
Bom, no banco das substituições sabemos que passavam a maior parte do jogo. Então porque não eram utilizados mais vezes e mais tempo?
Questões que devem ter resposta mas que não nos cabe a nós, Meloal dos Pretos, responder.
Fica a dica para reflexão.
Uma boa tarde de rugby no Sérgio Conceição, com os Pretos a dar mostras de estar na luta pelo campeonato.
De parabéns a AAC pelo resultado e pela melhoria e subida de rendimento.